Marcelo Pomar
Nome
Marcelo Nascimento Pomar
Data de nasc.
30/07/1981
Local de nasc.
Belém PA
Profissão
Enxadrista e Historiador.
1. Como, quando e/ou por que conheceu o xadrez?
Conheci o xadrez ainda pequeno, sete, oito anos, apresentado pelo meu pai, que foi um enxadrista amador, mas que chegou a conquistar um tri-campeonato paraense, nos anos 70. Mas só passei a me dedicar e estudar xadrez já depois de adulto, quando estava estudando na universidade, há uns oito anos atrás.
2. O que o xadrez significa hoje pra você?
Hoje o xadrez pra mim é trabalho. Isso tem um lado positivo, porque posso me dedicar bastante ao jogo. Mas tem também um lado negativo, porque às vezes tenho uma relação meio burocrática, formal com o jogo.
3. Quais acontecimentos lhe marcaram no xadrez (torneios, eventos e/ou partidas, etc.)?
Não tenho muitas conquistas, e não me lembro de nada muito significativo. Mas o match Kasparov x Karpov, mesmo tendo sido anterior ao meu interesse no xadrez, certamente é um evento que mexeu e estimulou meu interesse.
4. Qual(is) livro(s) você mais gostou de ler?
O teste do Tempo (Kasparov), pelo relato do ambiente que precedia e sucedia as partidas, matchs e torneios; Estratégia Moderna em Xadrez (Pachman) que é um pouco pesado, mas sobretudo pelos capítulos finais, em que o Pachman apresenta uma espécie de filosófia própria do xadrez; o Espírito da Abertura (Peres e Cintra) pela novidade em português, seriedade na compilação e abrangência dentro do possível; e Secretos del Ajedrez Posicional (Dvoretski) pelo conjunto da obra.
5. Como você definiria seu estilo?
Isso é uma certa crise. Demorei muito anos para entender isso, e até hoje não posso afirmar com certeza, mas acho importante você conhecer e tentar criar uma própria filosofia de jogo. Hoje penso que meu jogo é posicional, embora meu repertório de abertura não esteja muito adequado a esse estilo. Isso me obriga a jogar algo próximo a um estilo "posicional agressivo". Mas no geral sou jogador sólido, trabalho com micro-vantagens, e não me arrisco muito. Mas não acho que isso seja uma regra, e tudo depende muito em que tipo de posição eu caia numa partida específica, meu adversário, etc.
6. Qual(is) jogador(es) você mais admira? Por quê?
Kasparov, pelo conjunto da obra!
7. Se você pudesse escolher qualquer jogador (de qualquer época), para ser seu assistente/instrutor, quem seria?
Kasparov e/ou Dvoretski.
8. Quais ferramentas você usa para desenvolver suas habilidades e qual você prefere?
Uso basicamente o Chessbase e o Fritz. Além da internet, claro.
9. Quanto tempo você dedica ao xadrez?
Difícil dizer. Como além de jogador, sou técnico, professor e dirigente, acabo dedicando tempo quase integral ao xadrez, embora nem sempre desenvolvendo a técnica.
10. Quais são seus planos no xadrez, hoje?
Bom, gostaria de ver meu esforço e dedicação valorizados. Em todas as esferas em que atuo. Isso é uma vontade um pouco egoísta, mas existe. E em certa medida, no seu contraditório, é uma vontade solidária, porque trabalho bastante pelo clube e pela modalidade na cidade. Hoje estou parcialmente satisfeito com nossa modalidade em Floripa, embora entenda que tem muita coisa pra evoluir. Na condição de atleta, depois de divulgado meu rating internacional (ELO 2164), e da forma "mais simples" de obtenção de título de Mestre Fide (MF) (basta chegar a 2300 pontos), penso que essa pode ser uma meta viável. Mas tudo vai depender dos próximos dois anos, e do quanto tenho por evoluir objetivamente. Se não for possível, não me frustro, porque no fundo o que vale mesmo é ser feliz com aquilo que se faz. E disso não posso me queixar.



