Sidnei Loyola de Sá
Nome
Sidney Loyola de Sá
Data de nasc.
17/11/1979
Local de nasc.
Rio de Janeiro
Profissão
Militar – Controlador de Tráfego Aéreo
1. Como, quando e/ou por que conheceu o xadrez?
Um primo me ensinou a movimentar as peças quando eu tinha 9 anos, mas logo começou a perder para mim e o jogo não teve mais graça. Depois eu perdi umas cinco partidas para o meu tio com variações do mate pastor, quando descobri como não levar mais o mate pastor não perdi mais para ele e o jogo não teve mais interesse para mim.
Até o 2º grau, quando eu estava com 15 anos, não tive quem me ganhasse até conhecer um garoto que jogava num clube do Rio de Janeiro, finalmente vi que existia muitas pessoas melhores que eu e descobri que eu era um verdadeiro capivara.
2. O que o xadrez significa hoje pra você?
O xadrez é ao mesmo tempo um lazer e um desafio. Lazer pois me dá enorme prazer assistir partidas e jogá-las, desafio porquê mesmo entendendo certos lances e certas posições o xadrez ainda guarda muitos mistérios que eu não compreendo.
O xadrez ainda ajuda na melhora da minha concentração e na tomada de decisões cruciais na minha vida, a forma como eu raciocino para decidir entre uma decisão e outra é muito próxima com a forma que eu jogo.
3. Quais acontecimentos lhe marcaram no xadrez (torneios, eventos e/ou partidas, etc.)?
O campeonato mundial de 1972 é um marco para mim, apesar de não ter vivenciado adoro ler a respeito e olhar as partidas do Fischer. Outro marco foi o campeonato brasileiro absoluto de 1998 pois pude ver de perto o Rafael Leitão e o Giovanni Vescovi e por fim a 21ª Taça João Batista no ano passado pois foi meu primeiro torneio pensado depois de 10 anos ausente do xadrez e fui muito bem para as minhas expectativas.
4. Qual(is) livro(s) você mais gostou de ler?
Campeonato Mundial Fischer X Spassky por Alexandru Sorin Segal, apesar de ter lido livros tecnicamente melhores esse sem dúvida me despertou a paixão pelo xadrez. A maneira como Fischer ganhou esse campeonato mundial é sensacional.
5. Como você definiria seu estilo?
Eu diria posicional, mas me falta muito conhecimento para dizer que eu sou um jogador posicional. Então eu vou falar que sou calmo, não gosto de correr riscos, esperando o momento certo de tentar uma jogada mais arriscada.
6. Qual(is) jogador(es) você mais admira? Por quê?
Anatoly Karpov, Robert Fischer, Raul Capablanca e Rafael Leitão. O Karpov pelo seu estilo de tirar leite de pedra, o Fischer pelo seu estilo combativo e pela sua determinação de vencer, o Capablanca pois eu o considero o maior gênio do xadrez e o Rafael pois eu acho que dos Grandes Mestres Brasileiros é o que tem mais idéias que eu consigo aproveitar nas minhas partidas.
7. Se você pudesse escolher qualquer jogador (de qualquer época), para ser seu assistente/instrutor, quem seria?
O Capablanca.
8. Quais ferramentas você usa para desenvolver suas habilidades e qual você prefere?
Eu uso o Fritz 11, o chessbase, o Chessmaster e livros. Qual eu prefiro, depende : para aberturas eu prefiro usar o Fritz 11, para posições do meio jogo eu uso o chessbase para achar as posições e para spsrring eu uso o chessmaster. Finais eu confesso que não gosto de estudar muito.
9. Quanto tempo você dedica ao xadrez?
Não tenho muito tempo, mas acho que entre uma coisa e outra eu consigo dedicar 3 horas por semana.
10. Quais são seus planos no xadrez, hoje?
Penso em melhorar o meu jogo gradativamente, a minha meta seria ficar em 5º no citadino desse ano e lutar pelo título ano que vem. Tendo cumprido essas metas ( o que eu acho difícil) aí eu pensaria em outras metas.



